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Por que olhamos para o céu?

Em 25 de dezembro de 2021, uma celebração diferente do Natal tomou conta da mídia: o lançamento do Telescópio Espacial James Webb (JWST). Desde então, esse projeto de observação do Universo profundo vem trazendo revelações surpreendentes sobre estrelas, galáxias e outros objetos celestes. Ainda assim, mesmo com todo o aparato de investigação cosmológica disponível, uma pergunta profunda permanece: por que esse interesse tão grande pelo céu?

Custando cerca de 10 bilhões de dólares, o JWST se constitui em um dos telescópios mais caros já desenvolvidos. Tal valor nos leva a refletir sobre a validade de tamanho investimento em um projeto cujo objetivo fundamental é conhecer o espaço e responder perguntas sobre ele. E mais: se adicionarmos a esse montante os valores empregados por todos os outros empreendimentos da mesma natureza, notaremos que uma quantia extraordinária já foi investida na construção de telescópios e projetos relacionados ao nosso “mero” interesse pelo cosmos. É nesse contexto que a pergunta emerge: será que não seria melhor empregar esses recursos em algo que beneficiasse a humanidade mais diretamente?

Por um lado, é preciso considerar que a preocupação quanto à utilidade de investimentos em pesquisa científica é essencial e necessária. Por outro, no que diz respeito ao Universo, chama a atenção o fato de que projetos de alto custo destinados a responder perguntas sobre o espaço e nosso lugar nele continuem encontrando amplo apoio social e institucional. E novamente uma pergunta surge: por que valorizamos tanto a busca por conhecer o céu e compreender como o Universo funciona? De onde vem esse interesse?

Em uma tentativa de dar respostas a essas perguntas, costumamos ouvir a justificativa de que a pesquisa astronômica gera novas tecnologias que acabam sendo úteis à humanidade. E, para ser justo, isso realmente acontece. Muitas tecnologias utilizadas em diferentes áreas surgiram como resultado do avanço das pesquisas espaciais. Por exemplo, o próprio projeto do James Webb possibilitou o desenvolvimento ou aprimoramento em diversas áreas tais como sistemas ópticos, controle térmico e softwares de modelagem. Apesar desses resultados práticos, essa justificativa não parece suficiente para explicar o grau de interesse que a humanidade possui pelo céu, a ponto de sustentar tamanho engajamento. Portanto, a mesma questão permanece: por que nos sacrificamos tanto para entender o céu? De onde vem o desejo tão forte de investigar o espaço?

Nosso incontrolável impulso de olhar para cima e fazer perguntas esconde outros mistérios. Se, segundo uma visão naturalista/materialista, somos apenas matéria que adquiriu consciência por meio de um processo evolucionário, por que, em algum momento de nossa história, passamos a considerar que o céu poderia conter informações importantes para compreendermos o mundo e a nós mesmos? Segundo alguns, esse fascínio pelo espaço decorreu da observação das regularidades demonstradas pelo movimento dos corpos celestes e de suas relações com o clima. Contudo, essa ainda parece uma resposta simplória, pois nosso interesse não se restringe meramente a identificar regularidades e possíveis relações com fenômenos terrestres. Nós buscamos responder perguntas mais profundas: como o próprio Universo funciona e qual é o nosso lugar nele? E as indagações continuam: como um povo que vive na Terra, e da terra, passa a supor que há algo a ser descoberto no céu? Como esse mesmo povo reconhece que deve olhar para cima a fim de compreender a natureza? E por que essa busca é tão importante a ponto de merecer tanta dedicação e sacrifício?

A resposta bíblica é clara! Ao lermos o versículo 14 do primeiro capítulo do livro de Gênesis, algo surge de maneira surpreendente: “E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos.” (Gênesis 1:14). Em um primeiro plano, o texto declara que os corpos celestes, os luminares, seriam demarcadores de tempo. Mas, além disso, podemos perceber, em um segundo nível, algo mais profundo: Deus nos diz para olharmos para cima, pois há uma mensagem do alto. E mais: esse trecho, localizado logo no início da Bíblia, nos permite refletir que talvez não tenhamos sido simplesmente nós que decidimos olhar para cima; foi Deus quem apontou o dedo para o alto e disse: “Meus filhos, olhem para lá”. E isso faz todo o sentido, pois somente um Ser que transcende as fronteiras do céu poderia nos revelar que, olhando para cima, encontraríamos respostas para algumas das perguntas que buscamos.

NOSSO INTERESSE PELO CÉU VEIO DO CÉU!

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