Linguagem distorcida

Geneticista brilhante, médico e PhD em Físico-Química, Francis Collins atraiu atenção mundial ao dirigir o Projeto Genoma Humano, que mapeou os três bilhões de bases do DNA, objetivo alcançado em 2003. Ateu até os 27 anos, Collins diz ter se convertido à fé cristã ao conviver com pacientes cujos resultados atribuíam à fé. Um dos meios pelos quais passou a defender a fé foi o livro A Linguagem de Deus: Um Cientista Apresenta Evidências de que Ele Existe, que rapidamente se tornou best-seller do The New York Times. O impacto se explica por fatores como a escrita agradável, a travessia por genética, física e filosofia, o respeito às credenciais do autor e o fato de ele abordar um tema frequentemente repelido por seus pares.

Diante da popularidade do livro, este artigo analisa alguns conceitos do autor à luz das verdades defendidas pela Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Apoiando-se em C. S. Lewis, Collins começa pela existência de uma lei moral universal. Para ele, semelhanças entre culturas na noção de certo e errado evidenciam um padrão moral cuja origem não se explica por evolução (p. 35). Embora sua defesa da evolução esteja presente desde o início, muitas afirmações respondem a dúvidas comuns no meio cristão e podem ajudar universitários na defesa da fé.

Sua posição evolucionista sobre o desenvolvimento do universo e do Sistema Solar é explícita: “Todas essas etapas na formação do nosso sistema solar são, atualmente, bem descritas e improváveis de ser revisadas… Quase todos os átomos de seu corpo foram, algum dia, cozidos na fornalha nuclear de uma supernova antiga – você foi, de verdade, criado com a poeira das estrelas” (p. 76).

Segundo Collins, a ação divina ocorreu na explosão inicial do Big Bang; o restante teria resultado de um processo natural, lento, guiado pela gravidade. Permanecem perguntas: se elementos pesados se formam no interior de estrelas, por que o número de estrelas observadas seria suficiente para produzi-los? A gravidade, sozinha, explicaria a agregação da matéria cósmica? O autor não enfrenta essas questões.

A assimetria matéria–antimatéria é tratada de modo superficial: “Por que existiu essa assimetria? Teria sido mais ‘natural’ que ali não houvesse… Se houvesse simetria total… o universo rapidamente teria se desenvolvido em radiação pura” (p. 79).

Collins também invoca o princípio antrópico — o ajuste preciso do universo para a vida: “A existência de um universo como o conhecemos repousa sobre o fio da navalha das improbabilidades” (p. 80). Tal princípio coloca em xeque fundamentos explicativos usuais, mas o autor não destaca essa tensão. Em sua leitura, a intervenção divina aparece ao ajustar finamente o Big Bang para permitir a formação do universo e, depois, da vida.

No quarto capítulo, Collins revisita o “argumento do desígnio” de William Paley (1802) — a complexidade implica um planejador — e o minimiza: “O argumento de Paley não pode ser considerado como a história completa” (p. 94).

Em seguida, atribui a explosão do Cambriano a mudanças ambientais que teriam permitido a fossilização repentina de muitos espécimes (p. 101). A explicação ignora a multiplicidade de condições necessárias à fossilização — soterramento rápido, baixo oxigênio, selamento sedimentar etc. —, o que torna improvável tal evento em escala global.

No capítulo cinco, o autor destaca particularidades do DNA. Enfatiza a baixa diversidade genética humana e conclui por um ancestral comum (p. 132). Contudo, essa semelhança também pode ser lida como assinatura de um mesmo Criador. Depois, Collins oferece uma “aula” sobre evolução e afirma que “teoria”, nesse caso, não significa conjectura, mas um princípio científico, “como a teoria da gravidade, teoria musical e a teoria das equações” (p. 147). Para ser princípio, porém, uma teoria deve confirmar previsões e explicar os fatos que pretende abranger — algo que a teoria da evolução não cumpre integralmente.

Assumindo a “veracidade” da evolução, Collins pergunta se é possível harmonizar descobertas científicas e a existência de Deus. Questiona a literalidade de Gênesis e, após análise teológica superficial, conclui que o relato inicial é alegórico (p. 159). O capítulo sete contrapõe ateísmo e agnosticismo.

Quanto ao ateísmo, Collins responde a Richard Dawkins, argumentando que ele combate uma caricatura da fé: “É muito fácil para Dawkins atacar a caricatura da fé que ele nos apresenta, mas não se trata da fé real” (p. 170). Destaca-se aqui a “divinização” da ciência — “o deus de Dawkins”.

Sobre o agnosticismo, escreve: “Embora o agnosticismo seja uma posição cômoda para muitos, do ponto de vista intelectual ele transmite certa fragilidade…” (p. 174). De fato, ignorar o problema não o resolve.

Nos capítulos oito e nove, Collins trata do criacionismo e do desígnio (design) inteligente, sem apoiar nenhum dos dois. Critica o criacionismo com base na não literalidade de Gênesis e em evidências genéticas favoráveis à evolução, concluindo: “o criacionismo da Terra Jovem chegou a um ponto de falência intelectual…” (citação longa). A força do juízo contrasta com a fraqueza dos argumentos: harmonizar fé e ciência não exige poeticizar Gênesis; uma leitura literal pode ser defendida teologicamente. Explicar um fenômeno não invalida uma teoria, pode apenas revelar compreensão incompleta. Há inúmeros pontos sem explicação plena pela evolução, enquanto o cristianismo oferece hipóteses compatíveis com ciência — por exemplo, a explosão do Cambriano pode ser lida como efeito de uma catástrofe global, como o dilúvio bíblico.

Ao criticar o design inteligente, Collins foca na ausência de previsões e em supostas “imperfeições” (terceiros molares, coluna, olho). A análise pouco considera processos formativos de sistemas complexos e ignora funções hoje conhecidas para órgãos antes tidos como vestigiais.

No final, Collins propõe o “BioLogos”: afirma a existência de Deus, mas sustenta que Sua ação criadora e o desenvolvimento do universo ocorreram por auto-organização ao longo de bilhões de anos, ancorados no Big Bang e na evolução. Paradoxalmente, essa proposta enfraquece os próprios critérios de rigor que o livro reivindica, relegando Deus a papel secundário na criação.

Em suma, o livro de Francis S. Collins contém informações úteis, mas suas argumentações podem tornar-se uma armadilha atraente: há mistura sutil de verdade e erro; argumentos superficiais, apresentados de modo contundente, podem soar verdadeiros. Sua leitura, portanto, deve ser cuidadosa e criteriosa.

Jesus: O Paradoxo Divino que Desafia a Linguagem Humana

Uma vez, encontrei um colega de trabalho ateu elogiando Jesus como um grande sábio. Naquele momento, apenas sorri levemente, pois a conversa não era comigo e não havia necessidade de interferir. Mas o que chamou minha atenção foi que, mesmo sendo chamado de sábio, essa palavra não consegue captar por completo quem foi Jesus — a singularidade chamada Cristo não se explica apenas com esse adjetivo, por mais belo que seja.

O próprio Jesus não permite que o vejamos apenas como um sábio. A figura do carpinteiro de Jerusalém se apresentou como alguém cuja essência não podia ser reduzida aos melhores discursos humanos. Jesus é uma singularidade tal que sua vida revela um paradoxo binário: ou Ele é Deus encarnado, ou simplesmente um lunático com mania de grandeza! Mas nunca se encaixa no perfil de um mero sábio. Um homem que falou o que falou, que viveu como viveu, não poderia ser simplesmente mais um “rabi” da Galileia.

Jesus é tão sui generis que uma narrativa humana — por mais profunda, sensível, poética e genial — jamais seria capaz de criá-lo. Não há como ele ser obra do homem; sequer pode ser apenas um homem. Restam duas opções: reconhecê-lo como Ele mesmo se revela, o Filho de Deus — ou seja, Deus encarnado — ou, simplesmente, ignorar tudo isso. E, mesmo assim, Ele nos surpreende, pois não é como as imitações de deuses que surgem por aí, permeados de sentimentos mesquinhos e humanos. Jesus é o Deus que desce do seu trono para os confins da existência humana, com o propósito de reerguer o homem para algo digno, alguém com significado e propósito.

E você? Vai continuar vendo Jesus apenas como um mero sábio e, ao fazê-lo, contrapor suas próprias palavras? Ou vai se render ao Deus criador que se fez carne e habitou entre nós, para te oferecer uma vida nova?

Newton e a Harmonia do Universo: A Lei e o Legislador

Antes da chegada de Newton, a natureza era concebida como dividida em duas regiões distintas: a supra lunar, que abarcava o espaço além da Lua, incluindo o Sol, planetas e estrelas, e a região sublunar, situada abaixo da Lua. Em cada uma dessas esferas, acreditava-se que vigoravam leis e comportamentos diferentes. Foi somente com Newton que essa percepção se transformou. Ele alcançou uma obra monumental de unificação ao introduzir leis aplicáveis à realidade como um todo, sem distinção entre as esferas. Esse feito notável é conhecido como a “síntese newtoniana”, uma vez que Newton integrou a natureza em uma única realidade regida pelas mesmas leis físicas e matemáticas.

Portanto, quando Newton afirmava que o universo possuía harmonia, não era um delírio derivado de sua visão cristã, mas sim uma conclusão de alguém que construiu uma das mais grandiosas obras científicas da humanidade. Newton lidou com as equações que descrevem a essência da natureza. E o que ele concluiu ao final de sua jornada? Que era inconcebível que tudo isso tivesse surgido do nada. Para ele, o universo era obra de uma mente que não só conhece tudo, mas também é capaz de tudo. É por isso que o texto bíblico afirma: “Grande é o nosso Soberano e tremendo é o seu poder; é impossível medir o seu entendimento.” (Salmos 147:5).

Em sua conclusão, o mais renomado dos cientistas afirmou que reconhecer Deus como o criador do universo harmônico era sua maior descoberta. Em outras palavras, não eram as equações e leis que mais importavam na vida de Newton, mas sim o Deus que criou todas essas leis. Eu compartilho dessa visão! Apesar de minha grande satisfação ao aprender física e matemática, essa alegria é pequena comparada ao relacionamento que posso ter com o criador do universo. Ele é alguém em quem posso confiar minha vida inteira, pois conhece e pode tudo. Que tal experimentar isso também?

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O Deus da Catedral é o Deus do Laboratório

O Deus da Bíblia deve ser tanto o Deus da catedral quanto o Deus do laboratório, pois Ele é descrito como o Criador de tudo. Sendo o autor de toda realidade, cada aspecto dela expressa Sua vontade, revelando quem Ele é. Dessa forma, ao investigarmos a natureza, estamos estudando a obra do mesmo Criador apresentado nas Escrituras. Portanto, ciência e fé devem convergir para a mesma verdade. Este é o Deus bíblico, único e absoluto, o referencial essencial a partir do qual toda a realidade existe e através do qual ela precisa ser compreendida.

Essa visão unificada da realidade manifesta-se em uma espécie de princípio de complementaridade entre o laboratório e a Bíblia. À medida que avançamos na pesquisa científica, os resultados devem harmonizar-se com as verdades descritas em Sua Palavra. Se isso não ocorre, significa que estamos interpretando mal a Palavra de Deus ou conduzindo nossas pesquisas de forma equivocada. O fato é que, como Criador de tudo, Deus exige que nossos estudos sobre a realidade nos conduzam a uma visão que una as descobertas científicas às Escrituras, ajudando-nos a compreender o mundo, a nós mesmos e, sobretudo, a Ele.

Alguns até concordam com a necessidade de haver essa unidade entre a ciência e a Bíblia. Contudo, confiando mais nos resultados da academia, tentam modificar os princípios fundamentais da compreensão bíblica, seja manipulando textos ou criando interpretações que se adequem às conclusões científicas. No entanto, essa postura abandona um princípio central: a Bíblia é uma revelação. Embora escrita por mãos humanas, ela não é produto da mente humana, mas uma mensagem que vem diretamente do Criador. A Bíblia não é apenas um relato sobre Deus, é a própria Palavra de Deus. Por isso, seus princípios devem preceder qualquer pesquisa científica e, em certo grau, orientá-la. Apenas quando consideramos a Bíblia conforme ela se apresenta é que podemos construir uma visão da realidade que harmonize a revelação bíblica com as descobertas científicas.

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A Luz na Trilha: Ciência e a Busca pelo Significado

Finalmente o dia da trilha chegou. Apesar de iniciante, você está muito ansioso para fazer essa trilha de 5 horas através de uma floresta com paisagens exuberantes, em uma região vizinha à sua cidade. Após arrumar tudo o que precisaria em sua mochila, parte em direção à entrada da trilha e começa sua jornada. Entretanto, após algumas horas, nota algo estranho. Ainda não alcançou o objetivo final. Como, após mais de 5 horas, você ainda não estava vendo nem sinal da cidade? A resposta é só uma: você está perdido! E, para piorar, está anoitecendo. É nesse momento que decide pegar sua pequena lanterna e seguir sua jornada só com essa pequena luz.

Mesmo a lanterna sendo simples e limitada, em meio à completa escuridão em que estava, ainda era seu único instrumento de orientação para chegar à cidade de destino. A lanterna não é o seu objetivo; é apenas um meio que lhe ajudará a alcançar a luz maior da cidade de chegada. E, finalmente, já por volta da meia-noite, você enxerga uma pequena luz ao fundo, que vai aumentando à medida que você caminha na direção dela. Quanto mais próximo, seu caminho, que antes era iluminado apenas pela pequena lanterna, agora é confirmado pela intensa luz da cidade no fim da trilha. Tudo faz sentido agora!

E se a ciência, como prática de pesquisa, for como uma luz que, em meio às trevas de um mundo desconhecido e incerto, serve como indicativo de algo maior, mais luminoso, e que preencherá a vida de significado?

Desde sua origem, a pesquisa científica tem como objetivo primordial compreender a realidade ao seu redor. Tal objetivo tem sido realizado com bastante êxito ao compararmos o conhecimento que possuímos nas diversas áreas científicas e como ele resulta na melhoria da vida humana. Porém, há algo que parece estar além do escopo científico: a determinação de um significado para a realidade. Por mais que tentemos, os métodos científicos não conseguem dar uma resposta para o porquê e o propósito de nossa existência. Isso se dá especialmente porque sua luz, apesar de eficiente, ilumina somente uma perspectiva da realidade.

Portanto, mesmo com todo o seu poder explicativo, a jornada científica não produziu uma explicação sobre o significado e propósito da realidade. E isso não é um problema do método, mas da natureza da pesquisa científica. A própria natureza do método científico não abarca as diversas perspectivas da existência como um todo. Então, o que faremos? Ficamos às cegas, só com uma lanterna (a ciência humana) em meio a essa trilha complexa e incerta da existência, tateando, com pouca luz, algumas pistas ao redor, a fim de encontrar o caminho?

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Leis do Universo: Uma Reflexão sobre Física e Criação Divina

Quando me perguntam o que, para mim, há de mais fascinante na Física, minha resposta é fácil e rápida: “O seu objetivo primário!”. E qual seria? Encontrar as Leis que regem o comportamento da natureza. Este é o “santo graal” da Física, e o que mais me atrai nela.

Pensar sobre a realidade com rigor e métodos precisos o suficiente para nos permitir vislumbrar a maneira como o universo funciona é profundamente estimulante para mim. Entretanto, uma pergunta que poucas vezes vejo ser feita é “Como essas leis foram formadas?” ou, de outra forma, “Como vieram a existir?”. Estamos sempre dispostos a questionar como a matéria e a energia surgiram, mas não perguntamos como as leis, sobre as quais nos fundamentamos para investigar a origem daquelas, passaram a existir.

Como exemplo, pensemos sobre a lei da gravidade. Hoje, expressa matematicamente pela Teoria da Relatividade Geral, esta interação descreve como os corpos do universo afetam uns aos outros. A partir desta lei, a cosmologia pôde afirmar que o tempo e o espaço tiveram um começo através do modelo do Big Bang, mas não há qualquer mecanismo, ou proposta de mecanismo, para explicar como tal lei emergiria da natureza.

Dessa constatação, poderíamos pensar em algumas implicações. A principal delas é que, antes de afirmar que somos capazes de explicar como o universo veio a existir do nada, e de maneira natural, precisamos saber como as leis físicas que usamos para explicar essa origem vieram a existir nesse “NADA”. Não podemos sequer, como muitos fazem ao tratar da origem do universo, usar o conceito de vácuo quântico, no qual existem flutuações quânticas de energia a partir das quais partículas possam ser formadas, pois este processo somente pode ser descrito por leis físicas pré-existentes, cuja origem não foi explicada.

Além de precisarmos incluir, em nossa formulação sobre uma causa naturalista para o universo, a origem das leis que usamos, é importante que o mecanismo sugerido traga consigo a explicação de como uma condição caótica, sem leis ou propriedades, poderia ser formadora de leis matemáticas tão precisas como a lei da gravidade. 

Por outro lado, explicar a existência de leis como resultante de uma ação intencional primordial, oriunda de uma mente que já possui em si a complexidade necessária para a formulação de tais leis da natureza, é não apenas possível, mas provável, frente à realidade observada. Portanto, a crença em um Deus criador e legislador é a melhor resposta para entender a origem de Leis “Naturais”, e traz consigo tanto a motivação para a investigação de tais leis como a legitimidade de nossa capacidade em compreendê-las, pois ambos, os seres humanos e as leis, são originários da mesma inteligência: o Deus criador!

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Ciência e Religião: Perspectivas Complementares de uma Realidade Divina

Eu confesso que até hoje não entendo como essa “fake News” sobre uma suposta oposição entre ciência e religião se entranhou tanto na mente da sociedade moderna.

Para mim, o que o Dr. Bragg fala é uma verdade muito cristalina.

Ciência e religião são perspectivas diferentes de uma realidade única, onde o mesmo Ser superior, inteligente e amoroso, criou tanto o homem, quanto a natureza, o que explica a ciência. E esse mesmo Ser quer se relacionar conosco, o que explica a religião.

Portanto, todas as coisas se complementam em Deus. De forma que ciência e religião são maneiras diferentes de nos relacionarmos com Ele. E essa relação enche nossas vidas de significado, sentido e propósito.

Por essa razão, devemos parar de aceitar essa pretensa oposição entre ciência e religião e desfrutar a contemplação de Deus que ambas nos proporcionam.

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Crença em Deus na ciência

É impressionante que esse senhor tenha tamanha convicção quanto sua fé em Deus. Isso, porque alguns, quando ascendem na carreira científica tendem a achar que precisam abandonar sua jornada de fé, e outros, após grandes perdas pessoais acabam por abandonar qualquer confiança que possuíam em um Deus que ama e cuida. Max Planck experimentou os dois episódios, mas nunca abandonou a Deus.

Primeiramente, Planck se tornou um dos grandes nomes da história da ciência ao lançar os fundamentos da, hoje famosa, física quântica, ao propor que a energia é quantizada em pequenos pacotes indivisíveis chamados de quantum. Desde então virou uma figura lendária com o respeito e a reverência de toda comunidade científica. Por outro lado, Planck recebeu um golpe da vida ao perder seu filho no front da segunda guerra mundial. Esta perda quase lhe tirou a vida, mas o deixou abalado até sua morte.

Mesmo vivendo tais experiências, Planck nunca abandonou sua fé em Deus, bem representada por essa frase. Nela vemos uma declaração poderosa de que o Senhor é tudo, seja na religião que dá sentido e direção para nossas vidas, até na pesquisa científica que explora as propriedades regulares e inteligentes sob as quais a natureza funciona e sacia nossa sede de saber.

E você, consegue, como Planck, ver Deus em tudo? Tente e sinta a felicidade de viver uma vida mais plena e feliz.

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A razão de existirmos

A pesquisa científica nos permitiu ver muito mais além do que o senso comum nos possibilitava. Melhoramos nossa condição de existência, ampliamos nossa compreensão das leis da natureza e nos tornamos habilitados a manipular diversas propriedades da natureza.

Entretanto, isso não significa que o método científico seja capaz de explicar tudo, para tanto, podemos citar o mistério da nossa própria existência. Não apenas o mistério de o porquê sermos como somos, mas o porquê de, em algum momento o nada passar a ser tudo.

Afirmar que foi apenas uma questão de casualidade não explica nada, pois uma mudança de estado tão profunda quanto essa requer mais do que uma mera questão probabilística. Nesse ponto é que a melhor resposta seria a intencionalidade do Criador. Deus é aquele que ESCOLHEU nos criar, que ESCOLHEU criar seres que não gerariam nada a Ele, até mesmo porque Ele é completo, mas que permitiram que Ele exercesse seu amor e cuidado, algo inerente ao são caráter. Em resumo a ciência é uma dádiva, mas o método científico não será capaz de revelar que existimos pelo Amor e para amar.

Por isso Jesus nos disse:
” ‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento’.
Este é o primeiro e maior mandamento.
E o segundo é semelhante a ele: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’. Mateus 22:36-40

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Big Bang e o atual debate fé e ciência

Reflexões de um especialista e doutor em cosmologia sobre a relação do modelo chamado Big Bang e aspectos bíblicos.

O que cristãos, que acreditam no relato bíblico do Gênesis, precisam entender em relação ao Big Bang dentro da ideia da Teoria Geral da Relatividade e pesquisas sobre o tema? (Foto: Shuttestock)

Quando a questão é a origem de tudo, o interesse é generalizado. Isso se deve porque a pergunta: “de onde viemos?” permeia a mente de todos, indistintamente. Contudo, algo interessante a se pensar é que até o início do século passado a visão acadêmica possuía um consenso de que o cosmo não teve uma origem, mas era eterno e imutável.

Foi somente com o desenvolvimento de técnicas especiais da astronomia e a formulação de uma das mais bem sucedidas teorias da física é que foi desenvolvido um modelo para a origem e evolução do universo. Devido à relevância dessa questão, a filosofia e a religião, especialmente o cristianismo, foram profundamente impactadas por essa mudança de paradigma. E, por isso, o presente artigo propõe trazer alguns esclarecimentos e reflexões sobre o Big Bang e sua relação com a fé cristã.

Modelo explicado

A formulação do modelo do Big Bang ocorre por dois caminhos distintos que vão convergir no futuro. O primeiro deles é o técnico/observacional. E que começa com uma descoberta de Vestor Slipher (1875-1969), em 1912. Sua conclusão foi a de que, analisando a luz emitida por um objeto luminoso do céu, podemos descobrir se ele está se afastando ou se aproximando de nós; e com qual velocidade, o que permitiria saber a velocidade radial das galáxias, estruturas gravitacionais que reúnem milhões a trilhões de estrelas, junto a gás e poeira.

No mesmo ano, Henrietta Leavitt (1868-1921) propõe usar a medição da variação do brilho de estrelas especiais, chamadas cefeidas, para estimar sua luminosidade intrínseca. E, desta forma, ao comparar essa com a luminosidade observada, era possível medir a distância da estrela até nós. Estava construído o caminho da técnica observacional necessário para expandir nossa exploração do cosmo.

Do ponto de vista teórico, no ano de 1916 Einstein (1879-1955) descobre uma lei física que descreve a gravidade como uma deformação no tecido do espaço-tempo, o espaço de quatro dimensões formado pelas três dimensões do espaço e uma do tempo, a Teoria da Relatividade Geral (TRG). Apesar de ser algo contraintuitivo, é uma das teorias mais bem testadas já formuladas pelo homem. Até o sistema do GPS dos celulares faz uso dessa teoria. E, nos últimos anos, dois prêmios Nobel foram dados para a confirmação de previsões da TRG; um para a detecção de ondas gravitacionais e outro para a previsão da existência dos buracos negros.

Importância da Teoria da Relatividade Geral

A importância fundamental da TRG para o Big Bang é que ela aplica os postulados da Teoria da Relatividade Especial, proposta em 1905, à gravidade, se fundamentando em uma única equação em quatro dimensões, chamada equação de campo de Einstein. Foi por meio da aplicação da TRG e dos princípios da termodinâmica ao Universo como um todo que o padre George Lemaítre (1894-1966) propôs, em 1927, que o universo poderia não ser imutável. Segundo ele, o universo pode estar em um processo de expansão, sendo o ponto de partida uma condição infinitamente densa de energia. Portanto, o universo não era eterno, mas houve um momento em que tudo começou, e o tudo aqui é tudo mesmo, não só a matéria que o compõe, mas o próprio tempo e o espaço tiveram uma origem. Essa foi a proposta teórica do modelo do Big Bang.

Até aqui não havia na comunidade científica qualquer indício de que esse modelo fosse verdadeiro. Isso só ocorreu quando o famoso astrônomo Edwin Hubble (1889-1953) mediu a velocidade e a posição de 24 galáxias em relação a Terra, usando as técnicas do Slipher e da Leavitt; então ficou comprovado que o nosso universo não era uma entidade estática, mas estava em expansão. E tampouco era eterno, pois se voltássemos a expansão para trás haveria um momento inicial. Tal medida foi a primeira comprovação observacional deste modelo para evolução do cosmo. E é importante ressaltar que os trabalhos de Lemaítre não eram conhecidos por Hubble e, portanto, não o influenciaram em suas conclusões.

Lições sobre o Big Bang

Nesse ponto, podemos obter algumas lições sobre o Big Bang. Em primeiro lugar, não foi um modelo criado por uma mente imaginativa, mas é a aplicação da sólida TRG, pois advém da solução das equações de Einstein. Em segundo lugar, o modelo foi confirmado a partir de observações concretas, posteriormente reafirmadas por outras observações mais precisas. Além disso, esse modelo não foi motivado por interesses ideológicos ou como justificativa para uma visão pré-existente; pelo contrário, surgiu em conflito com a visão de mundo vigente no mundo científico de que o universo era eterno.

Quanto ao aspecto religioso, um fato interessante é que os primeiros opositores ao modelo do Big Bang eram ateus que não suportavam a ideia de um modelo científico que ­apontasse para a origem do Universo. E aqui o uso de “apontar” é justificado pelo fato dessa proposta não explicar como o universo se originou, mas indicar que houve um momento em que o tempo e o espaço, junto com tudo o que neles há, veio a existir.

Para seus críticos, esse modelo possuía um claro viés religioso. O que não é verdade, pois sua formulação estava fincada na matemática, na física e nas observações. Tal desconfiança, no entanto, foi superada após diversas previsões de modelos, que tinham o Big Bang como plano de fundo, serem confirmadas pelas observações.

A primeira observação confirmando previsões relativas ao Big Bang veio quando o eco energético liberado após o Big Bang, chamado de Radiação Cósmica de Fundo (RCF), foi detectado por Arno Penzias e Robert Wilson em 1965. Essa mesma radiação, quando medida com melhores instrumentos, apresentou variações da média que eram necessárias para explicar por que o Universo possui regiões mais densas que outras, exatamente como esperado caso o modelo do Big Bang fosse correto.

Outra observação que deu mais suporte a esse modelo foi a constatação de que a quantidade de hélio medida no universo não poderia ser produzida apenas no núcleo das estrelas, mas precisava ser formada nos momentos iniciais de expansão. E mais recentemente, foi observado que existe uma distância na distribuição estatística de matéria no espaço em que a densidade é maior que a média o que é explicado pelas oscilações de pressão ocorridas no plasma inicial. Em resumo, todas essas observações demonstram que o modelo do Big Bang é fruto de um sólido desenvolvimento teórico amparado por uma grande quantidade de dados observacionais.    

Debate no meio cristão

Hoje em dia tem havido um forte debate no meio cristão sobre esse modelo para a evolução do cosmo. Curiosamente, as críticas atuais provêm de cristãos, que a acusam de ser um modelo que exclui Deus, quando no início foi criticada por ser uma proposta que trazia um viés cristão para a ciência. Mas muito do que se tem falado pode ser fruto de equívocos tanto sobre o Big Bang como sobre a própria interpretação do texto bíblico.

Algo importante a ressaltar é que o atual debate cristão envolvendo o Big Bang parece desconsiderar alguns pontos essenciais. Primeiro, esse modelo não trata sobre a formação de estruturas no universo, assim, se fotos recentes indicam galáxias já formadas em um tempo em que não deveria haver, isso requer uma revisão não do Big Bang, mas do modelo de formação de estruturas.

O que o modelo para origem do cosmo faz é indicar que houve uma origem e não propõe que a causa para origem seja algo puramente material e, portanto, sem a necessidade de Deus. Outro equívoco muito comum é o de tratar o modelo do Big Bang como algo comparável à teoria da evolução. Tal visão é rapidamente corrigida quando compreendemos que esse modelo é fruto da aplicação direta de uma teoria extremamente bem testada e de observações criteriosas de suas previsões matemáticas. Dessa forma, é uma metodologia bem diferente daquela aplicada em relação à formulação da proposta de evolução.

Do ponto de vista de uma possível contradição com o Gênesis, é importante que antes de tudo tenhamos condições de responder à pergunta: Sobre o que o Gênesis trata? Da criação do Universo ou da criação da Terra? O que os outros textos bíblicos parecem indicar sobre o Universo ter ou não a mesma idade da Terra? Após essas questões serem respondidas podemos ter condições de avaliar o que um modelo robusto e que já suportou tantos testes tem ou não de contradição com a fé cristã.

Esse tipo de disputa não é uma novidade. Já ocorreu quando Galileu Galilei (1564-1642) observou que outros corpos não giravam em torno a Terra, muitos cristãos criticaram essa declaração. Na época, interpretavam que a Bíblia garantia que a Terra era o centro do universo em torno da qual todos deveriam girar. Mas, hoje, sabemos como o sistema solar funciona e sabemos que ocorria uma interpretação equivocada dos textos bíblicos.

É bem verdade que o processo inverso também pode acontecer, pois em alguns casos a Bíblia nos indicou um caminho diferente daquele proposto pela pesquisa acadêmica da época. Então, como resolver cada caso? É preciso entender que o modelo do Big Bang, portanto, pelo menos da forma como foi concebido, não representa nenhum tipo de afronta à explicação bíblica da origem da vida neste mundo. O fiel que aceita a Bíblia como Palavra de Deus deve sempre buscar uma interpretação bíblica coerente e considerar, também, as informações que recebemos da realidade física, pois Deus é o criador de ambas as fontes de conhecimento.

Rafael Christ Lopes é doutor em cosmologia e professor no Instituto Federal do Maranhão.


Referências:

Dodelson, Scott. Modern cosmology. Londres, Elsevier Science, 2003.

Heeren, Fred. Mostre-me Deus. Brasil, Clio Editora, 2009.

Singh, Simon. Big Bang. Brasil: RECORD, 2010.    

*Artigo originalmente publicado em: https://noticias.adventistas.org/pt/noticia/ciencia/big-bang-e-o-atual-debate-fe-e-ciencia/