Intelecto para a glória de Deus!

Todo o produto de uma vida intelectual é direcionado para a glória de Deus. Nada desse trabalho pode ser considerado como algo para valorização própria, pois isso contraria o princípio de amor a Deus com toda nossa mente.

Uma vida intelectual para a glória de Deus é o mais puro resultado de uma vida que ama a Deus com toda sua força e com toda sua mente.

Falta de uma mente evangélica

A falta de uma mente evangélica significa a falta de uma forma de pensar e interpretar a realidade que seja fundamentada na verdade cristã.

Essa falta de uma mente evangélica é estimulada pelo cristianismo cada vez mais fundamentado na produção de sensações e êxtases e menos baseado no estudo da palavra.

Hoje Deus é algo que se sente, apenas, e não mais sobre o que pensamos e refletimos.

Ele respondeu: ” ‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento’ e ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’”. Lc 10:27

O Cristianismo Bíblico é Autossuficiente

O pastor King Jr sabia que uma compreensão clara do significado do homem, a partir das sagradas escrituras, gera uma sólida convicção do valor da vida humana. Isso decorre do fato do cristianismo bíblico possuir, apenas em si mesmo, toda visão de mundo necessária para vivermos de maneira plena, mesmo em um mundo de pecado. Portanto, NÃO! Uma teologia fundamentada na Bíblia não precisa de complementos advindos de quaisquer ideologias, como alguns defendem. Se você tem a impressão de que precisa abraçar alguma pauta social que já não esteja defendida na própria Sagrada Escritura, isso se deve não por ela precisar de complemento, mas por você ainda não compreender sua extensão e profundidade.

Hoje está muito comum ver cristãos imersos em batalhas sociais, mas que levantam outras bandeiras mais altas do que a bandeira do príncipe Emanuel. Isso é muito perigoso pois induz as pessoas a pensarem que o cristianismo não é autossuficiente para prover a motivação. Mais que isso, o imperativo de ajudar o próximo, mas não, tudo se encontra ali. A Bíblia precisa ser necessária e suficiente para ser uma revelação divina. Um Deus perfeito não poderia ter enviado um manual de orientações para a salvação de TODOS que não atendesse quaisquer de nossas necessidades essenciais. E que por essa razão precisaria ser completada por alguma ideologia político-social.

A plena autossuficiência bíblica é evidenciada por aqueles que encontraram nela a razão por que lutar para melhorar a condição de vida dos homens. Veja o exemplo de Madre Teresa de Calcutá alimentando os famintos da índia, ou do próprio pastor Martin Luther King Jr. lutando pela igualdade dos direitos civis para todos os americanos, brancos e negros, ou William Wiberforce que viveu com o coração dividido entre se tornar um ministro do evangelho ou continuar no parlamento britânico empenhado em acabar com a escravidão em toda a Inglaterra, e por fim, por Florence Nightingale, fundadora da enfermagem moderna, que via seu chamado para fé cristã como um chamado para estar com todos que precisassem de cuidados de saúde. A lista continuaria mostrando que uma fé cristã bem compreendida possui em si todo encorajamento necessário para atender as necessidades sociais que enxergamos ao nosso redor, sem qualquer necessidade de adicionarmos outras visões político-ideológicas.

Nunca esqueça, a fé bíblica é necessária e suficiente para atender-nos em tudo o que precisamos, ela é ABSOLUTA. A abrace, lute com ela, ame ao aproximo através dela. Isso foi o que Cristo nos ensinou!

@cristianismoabsoluto

Um Deus que Pode, Sabe e Age!

Um dos pais do Cálculo, Leibniz, apresenta três características essenciais de Deus.
A primeira, o PODER. Deus PODE! Deus tem a capacidade de realizar o que quiser. E a compreensão desse fato precisa nos tornar mais submissos ao que as Sagradas Escrituras dizem. Se Deus diz que fez, Ele fez. E ponto. Não somos, pelo menos do ponto de vista bíblico, capazes de exaurir o conhecimento sobre Deus a ponto de limitar sua ação pelo que julgamos ser possível ou não, pois Ele PODE! E esse poder não é limitado em nada, que não apenas aos seus próprios atributos. Deus é o único que possui, de forma absoluta esse atributo. O que significa que Ele, absolutamente, PODE!

Leibniz apresenta outra característica inerente somente a Deus. Ele tem o CONHECIMENTO! Ou seja, Deus sabe. E isso é novamente algo que somente Deus pode ter. Todos os outros são criaturas, por isso estão sabendo. Ou seja, passam por um processo de aprendizado contínuo que mesmo a eternidade nunca vai exaurir. Já Deus, simplesmente sabe! Como Criador e como sustentador de toda realidade, inclusive do tempo, Deus conhece TODA a realidade. Você pode até supor que algo está além do conhecimento dEle, mas é uma mera ilusão. Portanto, quando Ele te ama, te ama como você é, com tudo o que é e com tudo o que irá ser. Mas Ele SABE o que você deve ser para seja verdadeiramente feliz. Não é você que sabe, pois é criatura, é Ele que SABE pois é o Criador!

E o último predicativo destacado por esse cientista cristão é o que ele chama de Vontade, ou seja, o seu interesse e ação. Deus, apesar de autossuficiente, age, criando e recriado. Para quê? Pelo princípio de melhor, segundo Leibniz, ou um princípio que outros poderiam chamar de Perfeição, pois um Deus perfeito busca o melhor. Mas eu prefiro algo mais pessoal: Deus tem a Vontade, porque ele Age, e Age por um princípio mais fundamental, o AMOR! Pois só o amor pode explicar o fato de um Ser completo e perfeito, portanto, um Ser que não precisa de NADA, escolher exercer sua vontade em criar outras criaturas inteligentes e livres na forma de pensar para que, com tal liberdade, poder desenvolver uma relação de AMOR com Aquele que PODE, SABE e AGE.

@cristianismoabsoluto

Quem é o Eu Sou? 13 – Um Deus que é paciente com nosso crescimento

Queda do analfabetismo fica estagnada no país, aponta pesquisa do IBGE | Diário de GoiásQuando jovem, uma das razões de achar a sala de aula um lugar monótono para aprender  era a velocidade com a qual costumava entender os assuntos. Em geral, eu compreendia a mensagem do professor muito rapidamente e já esperava que prosseguisse para o próximo nível. No entanto, o professor acabava por repetir o assunto, usando outras estratégias didáticas, para auxiliar a compreensão de outros alunos que, mesmo se esforçando, ainda não tinham entendido corretamente. Esse processo lento e gradual de aprendizagem da turma, resultante da diferença na velocidade de processamento e compreensão entre nós, me fazia achar a aula muito desestimulante. A meu ver, o professor deveria seguir em frente e avançar, e os outros alunos é que deveriam se esforçar mais para acompanhar. Nada mais do que uma tola e egoística visão da juventude. Mas a grande lição que eu precisava receber ainda estava por vir.

Quando entrei no doutorado, aos 32 anos, pude experimentar a posição contrária a que sempre tive, pois agora era o aluno de lenta compreensão. Tendo como colegas garotos bem mais jovens e muito melhor preparados, eu não tive a menor chance de acompanhar as aulas no ritmo que eram apresentadas. Foi quando aprendi duas lições fundamentais: A primeira, que mesmo se esforçando ao máximo você pode não compreender os assuntos com facilidade. Ou seja, enquanto outros necessitam apenas de uma hora para entender, você pode precisar de três ou mais. A outra lição, a qual me motivou a trazer essa história a vocês é de o quanto precisamos de professores compreensivos, não para passar a mão sobre a cabeça nos aprovando sem estarmos prontos, mas para reconhecer nossas dificuldades e criar estratégias específicas para o aprendizado. Pois bem, Deus é exatamente assim!

Deus trabalha em nossa vida no devido tempo necessário, nem com atraso, nem com pressa. Ele é paciente com o nosso progresso, submetendo a si mesmo a nossa curva de aprendizado. Da mesma forma como precisamos confiar no professor que nos guia no processo de aprendizado, é fundamental que tenhamos suficiente fé em Deus para colocarmos em suas mãos nossa vida e ser moldados por Ele. A Bíblia destaca que Cristo é “o autor e consumador de nossa fé” (Hb12:2), sendo assim é Deus que faz a obra de nos reeducar para seu reino vindouro. Esse é um processo longo e gradual o qual Deus tem prazer em iniciar e finalizar, como é bem descrito em Filipenses, “Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus. ” (Fp 1:6). Portanto, nunca pense que você é quem deve assumir sozinho as rédeas de sua cura e preparação para o Céu, esse trabalho é dirigido por Deus. Nossa contribuição consiste em exercer a escolha de estar em sua presença seja quais forem as circunstâncias.

A importância de exercermos a escolha pode ser ilustrada por um aluno que resolve não estar na escola, nem mesmo o poder criador do universo é capaz de transformar um coração que não escolhe se deixar ser regenerado. Mesmo sendo infinitamente poderoso, Deus não passa por cima de nossa vontade para nos salvar. É a fé em Deus, a permissão necessária para que possa atuar em nossa vida e preparar o nosso caráter para estar no céu. Quando sua vontade se alinha com a vontade de Deus, Ele será paciente para recriar em você o caráter dEle.

Estamos sempre sendo modificados, nunca continuamos os mesmos, cabe a você escolher quem quer como professor. Eu escolhi um professor paciente e atencioso, o meu Jesus, e nunca me arrependi disso. Experimente também!

Inspirado no livreto: “Fundamental Focus” produzido pelo ministério americano “Genesis Road” .

Quem é o Eu Sou? 12 – Um Deus que usa demonstração

Grandmother And Grandchild Reading Books Outdoors Together Stock ...

Em uma viagem que fiz, uma avó me contou a história de como ensinou sua netinha uma lição sobre o perigo de não seguir os conselhos dela, a qual me surpreendeu pela coragem e sabedoria. A netinha de 5 anos, queria muito tocar em uma lâmpada incandescente que havia na cozinha, em cima da mesa de jantar, que, por ser relativamente acessível despertava seu interesse. Por mais de uma vez, a avó havia flagrado pequenina subindo em cima da mesa pronta a tocar na lâmpada. Após retirá-la, explicava que a lâmpada estava muito quente, e que ao tocar poderia se queimar. Reconhecendo a teimosia de sua neta, e preocupada em ajudá-la a entender o perigo que a tentativa de tocar no objeto brilhante, mas quente, a sábia vovó preparou as condições para a lição que queria passar. Deixou alguns cubos de gelo acessíveis na geladeira e comprou uma pomada para queimaduras, e esperou. Quando sua neta chegou na casa, a anciã deixou a menina sozinha no cômodo com a lâmpada e se escondeu atrás da porta, sem a garotinha perceber. Achando que estava sozinha, entendeu que essa era a grande oportunidade de que precisava. Posicionou a cadeira e subiu, em seguida, se pôs sobre a mesa. Era tudo o que ela queria. A lâmpada estava logo ali. Ou melhor, a estrela brilhante que, segundo sua imaginação, a levaria para um lindo conto de fadas. Bastava ela tocar. E foi exatamente o que se esforçou para fazer. Ficou na pontinha das sapatilhas rosa, e conseguiu sentir o objeto desejado. No entanto, foi surpreendida pela dor resultante do calor e soltou um belo grito de dor! A avó, que já estava de prontidão, pegando sua netinha no colo se dispôs a passar gelo, e depois a pomada, nos dedinhos vermelhos da netinha. No fim, não deixou de explicar que a garotinha deveria ter ouvido os conselhos pois a vovó a amava muito.

Apesar de nos causar um temor, a estratégia usada pela vovó para ensinar a lição pretendida, fazendo uso de uma demonstração pode ser uma boa analogia da maneira divina de ensinar os males de nos desviar do modo de vida para o qual fomos planejados por nosso criador.

Quando Adão foi criado, tudo era novo, a vida era uma experiência contínua. Cada aroma, as cores, as luzes, as texturas, eram maravilhas indescritíveis. Mas a sua primeira visão foi de Deus. A imagem de Deus a sua frente foi a primeira a percorrer seus circuitos neurais. Então, Deus se apresenta como o criador de tudo, inclusive do próprio Adão. E este, em profundo sentimento de agradecimento o reconhece como o seu Deus. Deus era o seu criador e ele reconhecia que sua vida não era algo que ele havia conquistado, mas que havia sido lhe dada. Esse ato de amor, de um Ser que não precisava de Adão, mas queria apenas que ele fosse feliz plenamente, ou seja, em toda a potência de felicidade que lhe era possível, o motivou a seguir Deus como o seu Senhor. Portanto, o primeiro ato de Fé de Adão foi aceitar Deus como o seu criador e Senhor sem haver testemunhado qualquer ato criativo. Dessa maneira, podemos entender que, mesmo antes de o pecado se instalar na vida humana, o justo já vivia pela fé como está em Hebreus 10.38. Mas havia outra ação de fé requerida a Adão. Ele precisava aceitar que a vida só seria possível em obediência a Deus, não porque Deus o puniria, mas porque Ele é a fonte da vida, e somente ligados a Deus podemos viver. Tentar viver sem Deus é querer assumir o seu lugar como seres autossuficientes. Nesse momento Deus diz: “mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá”.”(Gênesis 2:17) Já essa lição, iria requerer uma demonstração mais efetiva que cobraria um preço muito mais caro que queimar os dedos em uma lâmpada quente.

Timeline of Jesus' Death and CrucifixionMesmo após testemunhar a morte de animais, do próprio filho e o lento definhar da sua própria vida, Adão, segundo a bíblia, voltou ao pó. Ele não deixou de existir completamente, como é o caso daquilo que a Bíblia chama de segunda Morte, pois a morte experimentada pelos seres vivos é tratada no texto sagrado como um sono, mas a Morte absoluta, resultante da profunda separação de Deus só foi observada na vida de um único ser, Jesus. Essa foi a lição que Deus nos deu através de uma demonstração que cobrou o preço em sua própria carne.

Diferentemente da história da vovó e da netinha, a dor da demonstração da lição não recaiu sobre o ser humano, apenas, a maior dor foi sentida por Deus quando a trindade sofreu a separação em si mesmo ao Jesus tornar-se pecado por nós (2 Cor 5.21).

Com o objetivo de demonstrar que a morte é o resultado da separação de Deus e não uma penalização imposta pelo próprio Deus, Ele enviou o seu filho. Ao se tornar pecado por nós, Jesus experimentou a separação de Deus que todos sofreremos quando a história desse mundo findar e tivermos decidido em quem vamos confiar. Se em Deus ou em nós mesmos!

Na vida de Cristo vemos o caráter de Deus e na morte de Cristo vemos o caráter do pecado. Um dia desejamos ser deuses no lugar de Deus, no fim, poderemos decidir se queremos continuar sendo deuses que não tem vida em si mesmos ou aceitaremos a Jesus como o nosso Deus, doador da vida e que aceitou sofrer a dor do pecado para reconquistar nossa confiança. Nesse sentido é que a Bíblia diz que nós temos a morte, Ele tem a vida e Ele aceitou a morte para que tivéssemos a vida.

A lição foi demonstrada, agora a escolha nos é ofertada. Cabe a você decidir!

O Ravi Zacharias(1946-2020) descansou

Muitas vezes achamos que a dor da perda será sentida de verdade apenas quando ocorre com os de perto, familiares ou amigos próximos. Mas há momentos em que sentimos o coração dilacerar quando, mesmo nunca as tendo encontrado, perdemos pessoas que admiramos e temos como inspiração. Hoje esse foi o caso, pois nesta data de 19/5/2020, o grande mensageiro do cristianismo Ravi Zacharias, palestrante, escritor e defensor da fé cristã, descansou no Senhor. Meu coração está esmagado pela dor. Esse homem sempre foi minha inspiração em sua forma inteligente e amorosa de falar de Jesus. Com sua inteligência sensível – creio ser a melhor expressão para ele -, sempre teve acesso a grandes centros acadêmicos, como Harvard e Oxford, falando do amor e da sabedoria de Deus.

Ravi nasceu na Índia e se converteu ao cristianismo na juventude. Emigrou para o Canadá e construiu uma carreira como mensageiro do cristianismo de uma forma inteligente, racional, mas ainda assim repleta de amor. Foi autor de vários livros, dentre os quais destaco o premiado Pode o Homem Viver ser Deus?, o primeiro que li e já me encantou, porque mescla de forma harmoniosa argumentos racionais a favor da fé cristã, sem perder o apelo à sensibilidade e ao coração. Ravi possuía um programa de rádio chamado “Let My People Think” (“Vamos pensar, meu povo”), transmitido a muitas partes do globo. Foi o fundador do Ministério Internacional Ravi Zacharias, que desenvolve evangelismo em todo o mundo. Mas, infelizmente hoje, aos 74 anos, vitimado por um câncer que fora anunciado apenas dois meses antes, Ravi descansou no Senhor.

É muito estranho sentir tanta dor pelo falecimento de alguém tão distante. Mas os livros e vídeos dele me fizeram sentir como se ele fosse meu mentor. Pois tudo o que eu imaginei ser como pregador do evangelho tinha Ravi Zacharias como referência. Já li C. S Lewis, William Craig, Nancy Pearcey, Francis Schaeffer e outros, mas o Ravi era meu referencial de mensageiro do evangelho. Minha dor é maior, talvez, porque no fundo eu ainda nutria a esperança de encontrá-lo e ter uma longa conversa. Portanto, minha oração a Deus é que eu possa glorificar a Deus e honrar esse grande homem, sendo ao menos uma unha do que foi Ravi Zacharias.

Sugestões de Leitura:

Pode o homem viver sem Deus?, Mundo Cristão, 1997

A morte da razão, Vida, 2011

Quem É Jesus?, Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2013

Pode o homem viver sem Deus?, Mundo Cristão, 1997

Jesus entre outros Deus, Vida Nova, 2018

Quem é o Eu Sou? 11 – Deus submete a si mesmo a avaliação.

Resultado de imagem para questionamento Deus

 O dia de receber o resultado da prova chega, e você ansiosamente aguarda o professor entregar sua nota. Por outro lado, você está tranquilo porque, além de ter estudado, a prova foi relativamente fácil. Portanto, a nota positiva era uma garantia. Só falta confirmar!  Mas, após alguns nomes, você recebe sua prova e fica em choque com a nota baixa que recebeu. Imediatamente faz uma análise minuciosa da prova para verificar onde errou. Em seguida mais uma surpresa: não houve erro! foi o professor que interpretou erradamente suas respostas. Resta agora buscar a correção do erro. Porém, quando está prestes a se levantar para arguir o professor, vem à memória histórias que ouviu a respeito da perseguição que o referido professor teve com alunos que questionaram sua correção de prova.  Sendo que a fama de ser alguém que não tolera questionamentos a respeito de suas provas é enorme, será que vale à pena pedir reavaliação? É melhor não! Após refletir, sua decisão é trabalhar para não correr o risco de ser mal interpretado da próxima vez.  Mesmo sendo apenas uma ilustração, você pode imaginar como seria ter um professor autoritário que não aceita qualquer questionamento? Como você definiria esse professor? Gostaria de se relacionar com ele? Se pudesse decidir, o escolheria como professor novamente? Muitos de nós enxergamos a Deus dessa mesma forma, como alguém com quem não podemos dialogar ou até questionar. Mas saiba que Deus não é assim, e nem poderia ser.

Em vista do tipo de relacionamento que Ele deseja construir com os seres criados, a liberdade é um princípio universal necessário para Deus. E em decorrência dessa liberdade, Deus precisa apelar para nossa razão a fim de conquistar nossa confiança. Dessa maneira, Sua postura, em vez de impositiva e ditatorial, é mostrar-nos sua vontade e permitir que possamos conversar, e até questionar, o caminho proposto. Veja por exemplo o caso de Abraão: Quando Deus revelou seu objetivo de destruir completamente as cidades de Gomorra e Sodoma, e seus respectivos habitantes, Abraão questionou: “Longe de ti fazer tal coisa: matar o justo com o ímpio, tratando o justo e o ímpio da mesma maneira. Longe de ti! Não agirá com justiça o Juiz de toda a terra? ” (Gn 18:25). De forma alguma Deus o repreendeu por pensar que esse não era o caminho certo, mas prosseguiu em um diálogo explicando ao patriarca hebreu que se houvesse apenas alguns justos nas cidades Ele não as destruiria. Deus não só preserva a liberdade de Abraão, bem como aceita mais três repetições do mesmo questionamento. Outro diálogo interessante foi entre Deus e Jonas (Jn 4), curiosamente em um contexto inverso. Nesse caso, Deus decide por salvar uma nação que havia se arrependido após ser avisada pelo profeta que Deus estava prestes a destruí-la. Em vista dessa salvação Jonas, irado, questiona o Senhor por agir com misericórdia. E Deus, em vez de pedir o silêncio estabelece um belo diálogo, repleto de demonstrações didáticas, para explicar o seu direito e suas razões por tomar essa decisão. Em vez apenas de reprimir, Deus dialoga.

Deus de forma alguma reprime nossa liberdade de argui-lo, pois precisa que sejamos livres para obter o que Ele mais deseja, o nosso amor. Por isso se abre ao escrutínio, permitindo questionemos sobre sua sabedoria, autoridade e caráter. É certo que muitas vezes as respostas não são da forma como queríamos, ou mesmo não são dadas. As razões podem ser variadas. Por exemplo, podemos ter uma compreensão limitada do contexto e, por isso, estarmos incapacitados para entendermos. Ou, às vezes, Deus julga que o melhor é não sabermos a resposta naquele momento. Mas em nenhum momento o questionamento sincero é reprimido.

Ao contrário de ditadores como Hitler, Mussolini e Hussein, que não toleravam questionamentos de seu governo, Deus se coloca a ser avaliado e conhecido intimamente por sua criação. Deus não só não afasta o questionador mas se coloca ao lado do sofredor e angustiado por respostas para lhe prover o necessário para seu alento. Outro exemplo mais atual foi o caso do jornalista estadunidense Lee Strobel, um ateu extremamente avesso ao cristianismo, que, ao descobrir a conversão da esposa, se propôs usar suas habilidades de jornalista investigativo para demonstrar a “farsa” do Cristianismo e resgatar sua esposa do erro. Entretanto, Deus, em vez de rejeitar seus questionamentos, pacientemente o mostrou as repostas que precisava e, como consequência, Lee Strobel se rendeu ao amor de Deus, (essa história é descrita pelo filme “Em defesa de Cristo“).

Portanto, as nossas indagações e perguntas sinceras serão sempre bem-vindas à Deus, pois ele está de braços abertos a ser conhecido e investigado. Podemos, e devemos, nos aproximar Dele com a mente aguçada para a investigação e Ele está pronto para nos auxiliar como for o melhor para encontrarmos a fé e a confiança que precisamos.

Deus está pronto para responder.E você, está preparado para suas respostas?

Conheça, pense sobre e avalie Deus. Então, se apaixone!

Inspirado no livreto: “Fundamental Focus” produzido pelo ministério americano “Genesis Road” .