O único confiável!

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“Ele é corrupto!”, “É a nossa melhor opção!”, “Já foi até condenado na justiça!”, “Busca os próprios interesses!”, “Veja o que ele fez por nós!”, “Nunca foi pego em nada errado!”, Essas são frases cada vez mais comuns em meio ao debate político tão frequente ao vivo, em redes sociais e até em reuniões de família. Debates e choques sobre política sempre ocorreram, mas ultimamente, histórias de cismas e discussões, que muitas vezes recaem em violência, se multiplicam. Sem necessariamente avaliar os temas em questão, gostaria de refletir sobre uma das motivações subjacentes: A insegurança!

Em um mundo confuso e cada dia mais incerto, todos precisamos de uma boia salva vidas, um lugar seguro onde ancorarmo-nos e resistir aos ventos de um futuro oculto nas nuvens do tempo. E as vezes esses meios de segurança são líderes políticos, escolhidos em virtude de compartilharmos de um regime democrático. Sendo assim,  estamos sempre em busca de um líder político onde nos sintamos seguros. Mas isso é possível? Muitas vezes a história nos mostrou que homens vistos como símbolos de força, integridade e caráter, nos surpreenderam com erros, corrupção e mentiras. Por outro lado, isso nunca nos impediu de continuar em busca da segurança de um bom líder, mesmo que às vezes, o máximo que obtenhamos é uma jangada cuja estabilidade é baseada em amarras frágeis sem quaisquer garantias que nos deixará seguros. No caso dos nossos líderes, as amarras frágeis que geram insegurança nunca poderão ser substituídas, pois jamais teremos provas concretas de quem realmente ele é.

Uma das maiores armadilhas de nossa realidade, no que diz respeito ao sentimento de segurança, é que nunca conhecemos verdadeiramente o outro. E tal insegurança cresce exponencialmente quando falamos de pessoas públicas, pois em vista de fazer com que sua imagem seja boa, muitas constroem um projeto de apresentação de si mesmos que pode ser tudo, mas nunca plenamente confiável. E aí jaz nossa insegurança. Como resultado, assim como lutamos para proteger nossa jangada sobre um oceano de ameaças, segurando as toras, refazendo as amarras e afastando qualquer perigo, protegemos os líderes políticos, defendendo suas ações, escolhas e projetos. Pois sem nosso esforço, a insegurança aumentará e o líder escolhido não mais será aquele em quem poderemos confiar.

Em um mundo utópico, seria ótimo se houvesse uma forma de conhecermos absolutamente os nossos líderes e então podermos seguir adiante com eles controlando o leme. Mas esse mundo não existe, pelo menos no que diz respeito a confiar em outros homens. E nesse contexto, o texto do profeta Jeremias é muito enfático “Assim diz o Senhor: “Maldito é o homem que confia nos homens, que faz da humanidade mortal a sua força, mas cujo coração se afasta do Senhor.” ” (Jeremias 17:5). É verdade, a proposta cristã é dura em afirmar que nunca obteremos a tão sonhada segurança em líderes humanos. Mesmo que tudo o que você saiba sobre ele seja bom, sempre haverá uma chance de ser traído ou que o caráter do seu líder seja corrompido pelo poder. Então, estamos em um beco sem saída? Não podemos confiar em ninguém? Sim e não! Sim, porque não há um homem isento de falhas, seja no seu passado ou no futuro por vir. Mas há um líder, que já provou seu caráter e conquistou todos os de coração sincero que se encontraram com ele. Jesus tem o que nenhum líder pode te oferecer, a absoluta confiança de que ele é verdadeiramente bom.

O Cristo apresentado pelas Escrituras foi alguém que tem literalmente tudo. Ele é Deus! Portanto, não precisou ou precisa de mim e de você. Todas as suas ações são unicamente motivadas pelo seu caráter, o AMOR, um profundo desejo que preenche todo o ser de Deus em fazer os seres criados felizes. Jesus nos ensinou que mesmo tendo todas as razões para nos rejeitar, pois nós o expulsamos do controle de nossas vidas quando escolhemos seguir uma outra estratégia de felicidade, ainda assim aceitou se desfazer de tudo o que tinha e vir em nosso resgate “embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz!” (Filipenses 2:6-8)

Jesus nos ensinou que ele é o único líder em quem obtemos a tão sonhada segurança. Além de ter se esvaziado para nos buscar no fundo do abismo da incerteza e insegurança, nunca falhou conosco, pelo contrário, criou um mundo inteiro na forma de um lindo jardim para habitarmos em harmonia com os animais e a natureza e quando estávamos acuados pela insegurança da separação, começou um plano para reconquistar nossa confiança. Pense, um líder com o poder de Jesus, como Deus, poderia simplesmente exigir o apoio de suas criaturas, independente de como ele agisse, no entanto, Jesus se fez homem, para que, como homem apresentasse seu caráter a nós e conquistasse, não uma obediência cega, mas o nosso amor.

Caro leitor, quando você ver pessoas que lutam por personalidades públicas, saiba que você tem a escolha de seguir um líder que abraçou leprosos, chorou com viúvas, alimentou povos, protegeu quem havia vindo prendê-lo, pediu perdão para os que o crucificavam, festejou casamentos e perdoou quando podia condenar. Por fim, isso nos ajuda a entender que tipo de vida Jesus nos propõe: “eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente.” (João 10:10) e essa vida plena é o resultado de confiar de olhos fechados em um líder que não erra, não falhou e não falhará. Um líder que sabe que ainda estamos em um planeta mergulhado em lágrimas de angustia e dor e por isso prometeu “”Não se perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus; creiam também em mim. Na casa de meu Pai há muitos aposentos; se não fosse assim, eu lhes teria dito. Vou preparar-lhes lugar. E se eu for e lhes preparar lugar, voltarei e os levarei para mim, para que vocês estejam onde eu estiver.” (João 14:1-3). Esse é um líder por quem vale a pena viver. Que nossa batalha política seja por apresentar o caráter de nosso amado e confiável Jesus.

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